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Paralisia Facial

  • Foto do escritor: Páginas  Amarelas
    Páginas Amarelas
  • 12 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

A paralisia facial periférica caracteriza-se pela perda parcial ou total dos movimentos voluntários da face, consequente da lesão do nervo facial. A paralisia de Bell, de etiologia idiopática, é a causa mais comum (1). De entre diferentes etiologias, a paralisia facial pode também ser de causa infecciosa, traumática, iatrogénica, tumoral ou consequência de doenças auto-imunes (2,3). Por isso, é muito importante uma correcta avaliação e diagnóstico (4). 


O tratamento da paralisia facial depende da etiologia, grau de comprometimento e do tempo de evolução. Para a paralisia de Bell, o uso precoce de corticosteroides (idealmente nas primeiras 72 horas) é consensual e demonstra melhores taxas de recuperação funcional (5,6).  Também pode ser associada a toma combinada com antivirais (principalmente em casos da presença do virus da herpes) ainda que a evidência seja menos consensual (5,7). Os cuidados com o olho e a prevenção das lesões da córnea, também são muito importantes devido à presença de lagoftalmos (não conseguir fechar completamente o olho do lado afetado) (5). 


Um dos desafios no seguimento de utentes com paralisia facial é a ocorrência de sincinesias, movimentos involuntários que acompanham a tentativa de realizar movimentos voluntários (por exemplo, fechar o olho involuntariamente enquanto tenta sorrir). Estima-se que até 30% dos casos de paralisia facial desenvolvam algum grau de sincinesias, sobretudo naqueles em que a recuperação neurológica é incompleta ou em que ocorre uma reinervação aberrante (8,9). 


A fisioterapia facial tem um papel central na reabilitação, promovendo a recuperação motora, minimizando sincinesias e prevenindo contraturas musculares. Técnicas como a facilitação neuromuscular, a reeducação motora ou a massagem facial são amplamente utilizadas e recomendadas (10, 11). 

Em casos selecionados, sobretudo com sincinesias ou contraturas persistentes, pode ser indicada a toxina botulínica, que demonstrou eficácia na redução dos movimentos involuntários (12,13). 


Quando há ausência de recuperação funcional da face após seis meses, poderá ser reequacionado o diagnóstico e poderão ser equacionadas outras estratégias de tratamento (5). Nas situações mais severas de paralisia, podem ser ponderadas cirurgias de “reanimação facial”, com o objectivo de repor o movimento ainda não recuperado. Todas as abordagens com o objectivo de voltar a repor a harmonia facial que existia antes do problema (3). 


A abordagem da paralisia facial beneficia da actuação de uma equipa multidisciplinar. Na Physiokinesis, temos fisioterapeutas especializados na reabilitação desta condição nos diferentes tipos de etiologia ou fases da paralisia facial. Informe-se connosco. 

 


Referências bibliográficas: 

1. Morris AM, Deeks SL, Hill MD, Midroni G, Goldstein WC, Mazzulli T, Davidson R, Squires SG, Marrie T, McGeer A, Low DE. Annualized incidence and spectrum of illness from an outbreak investigation of Bell's palsy. Neuroepidemiology. 2002 Sep-Oct;21(5):255-61. doi: 10.1159/000065645. 


2. O TM. Medical Management of Acute Facial Paralysis. Otolaryngol Clin North Am. 2018 Dec;51(6):1051-1075. doi: 10.1016/j.otc.2018.07.004. 


3. Kim SJ, Lee HY. Acute Peripheral Facial Palsy: Recent Guidelines and a Systematic Review of the Literature. J Korean Med Sci. 2020 Aug 3;35(30):e245. doi: 10.3346/jkms.2020.35.e245. 


4. Quesnel AM, Lindsay RW, Hadlock TA. When the bell tolls on Bell's palsy: finding occult malignancy in acute-onset facial paralysis. Am J Otolaryngol. 2010 Sep-Oct;31(5):339-42. doi: 10.1016/j.amjoto.2009.04.003. Epub 2009 Jun 24. PMID: 20015776. 


5. Van Haesendonck G, Jorissen C, Lammers M, et al. Guidelines for the initial management of acute facial nerve palsy. B-ENT 2022;18(1):67-72. 


6. Madhok VB, Gagyor I, Daly F, Somasundara D, Sullivan M, Gammie F, Sullivan F. Corticosteroids for Bell's palsy (idiopathic facial paralysis). Cochrane Database of Systematic Reviews 2016, Issue 7. Art. No.: CD001942. DOI: 10.1002/14651858.CD001942 


7.  Gagyor I, Madhok VB, Daly F, Sullivan F. Antiviral treatment for Bell's palsy (idiopathic facial paralysis). Cochrane Database of Systematic Reviews 2019, Issue 9. Art. No.: CD001869. DOI: 10.1002/14651858.CD001869 


8. Beurskens CH, Heymans PG. Mime therapy improves facial symmetry in people with long-term facial nerve paresis: a randomised controlled trial. Aust J Physiother. 2006;52(3):177-83. doi: 10.1016/s0004-9514(06)70026-5. PMID: 16942452. 


9. Boahene, Kofi D.O. (2022). Etiology, Epidemiology, and Pathophysiology of Post-Facial Paralysis Synkinesis. In B. Azizzadeh & C. Nduka (Eds.) Management of Post-Facial Paralysis Synkinesis (pp. 13-17). Elsevier. https://doi.org/10.1016/B978-0-323-67331-0.00002-6


10. Robinson MW, Baiungo J. Facial Rehabilitation: Evaluation and Treatment Strategies for the Patient with Facial Palsy. Otolaryngol Clin North Am. 2018 Dec;51(6):1151-1167. doi: 10.1016/j.otc.2018.07.011. Epub 2018 Sep 24. PMID: 30262166. 


11. Neville C, Beurskens C, Diels J, MacDowell S, Rankin S. Consensus Among International Facial Therapy Experts for the Management of Adults with Unilateral Facial Palsy: A Two-Stage Nominal Group and Delphi Study. Facial Plast Surg Aesthet Med. 2024 Jul-Aug;26(4):405-417. doi: 10.1089/fpsam.2023.0101. Epub 2023 Nov 3. PMID: 37922418. 


12. Filipo R, Spahiu I, Covelli E, Nicastri M, Bertoli GA. Botulinum toxin in the treatment of facial synkinesis and hyperkinesis. Laryngoscope. 2012 Feb;122(2):266-70. doi: 10.1002/lary.22404. Epub 2012 Jan 17. PMID: 22252570. 



13. de Jongh FW, Schaeffers AWMA, Kooreman ZE, Ingels KJAO, van Heerbeek N, Beurskens C, Monstrey SJ, Pouwels S. Botulinum toxin A treatment in facial palsy synkinesis: a systematic review and meta-analysis. Eur Arch Otorhinolaryngol. 2023 Apr;280(4):1581-1592. doi: 10.1007/s00405-022-07796-8. Epub 2022 Dec 22. PMID: 36544062. 

 
 
 

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